sexta-feira, 22 de março de 2013

Jude Deveraux - Desejos do Coração


"Gemma Ranford quer tanto obter o emprego oferecido para catalogar os documentos de uma das famílias mais antigas de Edilian, a família Frazier, que está disposta a lutar por ele. Fascinada por História e desesperada por terminar a sua tese de dissertação, Gemma acredita que aqueles papéis lhe fornecerão novas informações essenciais para imprimirem novo fôlego à sua investigação. O que ela não espera encontrar são as repetidas referências à Pedra dos Desejos do Coração, um talismã mágico que, reza a lenda, concederá desejos a quem detenha o apelido Frazier. Se algo tão poderoso caísse nas mãos erradas, toda a família poderia ficar em perigo - mas, à semelhança da maioria das pessoas, Gemma considera que não passará de um mito. No entanto, à medida que vai passando mais tempo com a família, apercebe-se de que os desejos mais secretos de todos os Frazier estão, lentamente, a tornar-se realidade - e que ela, entretanto, está a apaixonar-se perdidamente pelo filho mais velho da sua empregadora, Colin. O problema é que Gemma não é a única a ter reparado que os poderes mágicos da pedra despertaram... e há um ladrão internacional à espreita. Trabalhando em conjunto, Gemma e Colin terão de encontrar a pedra antes que esta possa ser usada contra a família, mas não o farão sem que cada um dos seus desejos mais profundos tenha sido descoberto..."

Gostei muito deste livro. Apesar da fantasia da pedra, gosto como todas as personagens das obras anteriores se combinam com a nova residente de Edilean, como a história flui, que me tenha prendido ao livro e afastado o sono. Li-o de uma assentada só...

Com desejos de boas leituras, até ao próximo texto.
AS


(Lido em Março de 2013)

Jude Deveraux - Perfume de Paixão

"Noiva do encantador e sedutor Greg Anders, Sara Shaw mal consegue esperar pelo dia do seu casamento em Edilean, na Virgínia. Mas apenas três semanas antes do dia do casamento, Greg recebe um telefonema durante a noite e sai sem dar qualquer explicação. Dois dias mais tarde, um homem aparece através de um alçapão no soalho da casa de Sara, afirmando que é o irmão da sua melhor amiga e informando-a que se vai mudar para casa dela. Embora Mike Newland esteja realmente a dizer a verdade sobre a sua identidade, a razão que o levou ali tem muito mais que se lhe diga. É um detective que trabalha infiltrado; a sua missão é usar Sara para descobrir o paradeiro de uma mulher — uma das criminosas mais notórias dos Estados Unidos — que, por acaso, é a mãe do homem com quem Sara tenciona casar. Mike acredita que a investigação não será difícil — isto é, caso consiga arranjar maneira de fazer com que uma jovem de «boas famílias» como Sara confie em si. No entanto, Mike não faz a mais pequena ideia do que aquela missão lhe reserva. Esforçouse ao máximo para esconder as suas ligações a Edilean, as quais remontam ao tempo em que a sua avó vivera naquela localidade, em 1941. Mas à medida que Mike e Sara se vão conhecendo, ele não consegue evitar partilhar segredos que nunca tinha partilhado com ninguém. Enquanto trabalham juntos para resolverem os dois mistérios, o amor crescente que desabrocha entre os dois começa a sarar cicatrizes de uma forma que nunca teriam imaginado ser possível."

Perfume de paixão é um romance de leitura fácil, quer pela escrita quer pelo enredo. Apesar de não ser a minha preferida das histórias que se desenrolam em Edilean, gosto da forma como a autora descreve a doçura de Sara, que passa de uma mulher com pouca auto estima a mulher que sabe e luta pelo que quer, e da dureza de Mike, que acaba por se envolver não só com Sara mas com toda a comunidade. A forma como Edilean é descrita dá vontade de ir morar para lá.
É um excelente livro para ler no jardim, acompanhado pelo chá que o livro tanto menciona.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo texto.
AS


(Lido em Março de 2013) 


Christian Jacq - Os mistérios de Osirís


"No coração do templo de Abido uma acácia está prestes a morrer... Por isso, todo o Egipto está em perigo. Afinal não se trata de uma árvore qualquer mas de uma que inexplicavelmente brotou do túmulo do deus Osíris a anunciar a sua ressurreição."









Não é de perto o meu conjunto preferido deste autor. Apesar de adorar tudo o que se relacione com o Egipto, "A Árvore da Vida", A "Conspiração do Mal", "O Caminho de Fogo" e "O Grande Segredo" têm demasiado folclore para me poder transportar. E um livro que não me faça sair do meu espaço real para outro espaço geográfico e/ou temporal não me satisfaz totalmente.
Ainda assim, tem alguma dose de interesse ver como os deuses estavam tão embrenhados nas vodas quotidianas.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo texto.
AS


(Lido em Dezembro de 2012 / Janeiro de 2013)

Nora Roberts - Herança da Vengonha




"Shannon Bodine é uma talentosa ilustradora numa das mais prestigiadas agências de publicidade de Nova York. Mas a sua vida dá uma reviravolta quando descobre a identidade do seu verdadeiro pai: Thomas Concannon. Respeitando a última vontade da falecida mãe, Shannon ganha coragem e viaja até à distante Irlanda. Mas quando lá chega, a sua solidão e vergonha desaparecem na alegria da família que ela nem sabia existir. E na linda paisagem irlandesa, impregnada de lenda e misticismo, Shannon descobre finalmente a possibilidade de um amor que estava predestinado. Herança de Vergonha continua a história das irmãs Concannon, mulheres dos nossos dias, ligadas pelo espírito intemporal da sua terra."





O que eu mais gostei neste livro, além das paisagens deslumbrantes e da continuação das histórias das irmãs Concannon,  foram as diferenças culturais entre Shannon  e Murphy: ela uma mulher citadina, prática e até um pouco cínica. Ele é trabalhador e acredita nos sonhos.
E das diferenças nasce uma união que ele procura dinamicamente e de que ela foge com receio do que pode advir da proximidade...

Com desejos de boas leituras, até ao próximo texto.
AS


(Lido em Dezembro de 2012)

Jude Deveraux - Dias de Ouro



"Escócia, 1766. Angus McTern tem tudo o que pode desejar na vida. Embora o avô tivesse perdido as terras e o castelo da família num jogo de cartas quando Angus era pequeno, ele continua a encarar seriamente os seus deveres na qualidade de laird. Por conseguinte, quando a herdeira legítima do castelo — a bonita Edilean Talbot — aparece, a calma existência de Angus fica abalada para sempre… 
No início, Angus trata Edilean com frieza. Ressente-se da educação privilegiada da jovem e sente-se enraivecido pela forma como todo o seu clã parece adorá-la. Contudo, quando a herança de Edilean é roubada e ela precisa desesperadamente da sua ajuda, Angus põe o orgulho de lado. Porém, nem tudo é o que parece, e devido a uma terrível confusão Angus é acusado de se apoderar da herança da jovem. A partir desse momento, a única forma de escapar à perseguição consiste em subir a bordo de um navio na companhia de Edilean. Durante a travessia, o amor começa a nascer entre eles. Contudo, a felicidade é de curta duração pois não é a liberdade aquilo que os espera na América, mas o ganancioso noivo de Edilean, que faz tudo para obrigar Edilean a regressar à Escócia com ele. Porém, o destino volta a reunir Angus e Edilean..."


Eu gosto imenso de livros passados noutras épocas. A linguagem, os trajes, as ideias... tudo me parece atractivo, muito provavelmente porque não as vivi.
Para além de ser a prequela de um dos meus livros preferidos, Jardim de Alfazema, este livro vale por si só,

com uma história em imaginada, muito fácil de ler, cheia de personagens brilhantes. Em certas alturas deu-me vontade de "saltar lá para dentro".


Com desejos de boas leituras, até ao próximo texto.
AS


(Lido em Dezembro de 2012)

Nora Roberts - Herança de Gelo


"Quando as tempestades do Inverno varrem a Irlanda, toda a gente fica dentro de casa e os turistas deixam de aparecer. Como tal, até a acolhedora estalagem de Brianna Concannon se transforma num lugar frio e vazio. Mas isso não é um problema para ela, pois se há coisa que Brianna adora é paz e sossego, mesmo quando o vento gelado uiva nas janelas. Grayson Thane é um escritor norte-americano que cresceu num orfanato e sempre viveu sozinho. Assombrado por um passado que anseia esquecer, chega à estalagem de Brianna à procura de isolamento e inspiração para o próximo romance. Mas o destino oferece-lhe muito mais do que isso. A beleza de Brianna conquista o seu olhar, e a serenidade dela apazigua a sua alma irrequieta. Mas poderá o fogo nascer em dois corações tão gelados?"

Oh, senhores! Oh SENHORAS! O Grayson Thane é o homem dos meus sonhos literários. Confesso que gostava de ser um pouco mais como a Brianna. Se a isto juntarmos um bom enredo e belas paisagens, dá o melhor livro da triologia e um dos que mais prazer me deu a ler.


Com desejos de boas leituras, até ao próximo texto.
AS


(Lido em Novembro de 2012)

Sherrilyn Kenyon - O Caçador de Sonhos

"Megeara Kafieri testemunhou a ruína do pai na sua demanda para provar a existência de Atlântida. A promessa da filha, no leito da morte do pai, de resgatar a reputação dele, trouxe-a até à Grécia, onde a jovem tenciona provar que a mítica ilha está no local identificado pelo pai. Em vez disso, Megeara encontra um estranho a flutuar no mar – um estranho cujo rosto reconhece de muitos dos seus sonhos. O que Megeara desconhece é que Arikos esconde mais segredos do que aqueles de que ela precisa para encontrar a Atlântida. Arikos fez um pacto com Hades: em troca de duas semanas como mortal, ele terá de regressar ao Olimpo com uma alma mortal... a de Megeara."



Faço minhas as palavras do Pedacinho Literário:

"Sherrilyn Kenyon volta a mostrar a facilidade com que conjuga romance e acção, comédia e mistério, sem nunca libertar o seu observador externo do mundo sobrenatural que envolve os seus intervenientes principais. Com uma escrita fácil e compassiva, esta é uma autora cuja mera união de palavras em frases e pensamentos narrativos é capaz de cativar o leitor ao ponto de este se sentir impossibilitado em largar a trama.
Umas mais destemidas, outras mais destrutivas, este é um conjunto de personagens que já faz parte do conhecimento e dia-a-dia de todo e qualquer leitor que se preze e que adore esta fantástica série. Talvez por isso, O Caçador de Sonhos seja, a um nível puramente pessoal, um romance muito mais ameno e divertido em comparação com os que lhe antecedem, transcendendo a um patamar insignemente superior e destacando-se não só pela sua jovialidade inerente como, e também, pelas vidas que retrata.
Atormentada por uma promessa irrealista proferida no leito do pai, Megeara Kafieri sofre pela boa reputação e credibilidade que quer restaurar ao nome familiar e pela inconsistência e entraves de uma luta e uma busca que se apresenta, a cada passo dado, cada vez mais difícil de desvelar. Uma personagem composta, bem alinhavada e de emoções fortes – embora exteriormente reprimidas –, Geary mostrar-se-á uma mulher tanto calorosa quanto imbatível.
Ansioso por sentir, por provar e por conhecer e, ao mesmo tempo, receoso pelo medo e insegurança que tolhe a pessoa que o levou a arriscar a própria vida, Arikos é um interveniente devorador de sonhos e sensações, ambição e desejo, que não parará a meios para atingir o seu fim. Sejam confrontos paranormais ou esforços mortais, nada o impedirá de transpor para a realidade todas as confidências e afectos partilhados, outrora, em pensamentos adormecidos.
Por entre os vários rostos que tecem a riqueza etérea transcrita nestas páginas, muitos são os que, mesmo numa escala secundária da narrativa, ainda assim conseguem agraciar o enredo com o seu fervor, bom humor e capacidades sobrenaturais. Se Katra foi uma personalidade irreverente e, na sua própria medida, imprescindível para a amizade e estabilidade que Geary necessita na sua vida, Apollymi foi uma influência estrondosa no comportamento tensivo de todas as mulheres a bordo e Solin o detentor de grande parte das gargalhadas soltadas ao acaso, em muito devido às picardias e fascínio mútuo partilhado com Arikos.
Três são igualmente os cenários que se destacam pela extravagância da paisagem e pela incessante demanda atlante que as personagens têm em mãos. Santorini, o Olimpo e os segredos que se escondem nas profundezas cristalinas do mar Egeu são as apaixonantes atmosferas oferecidas por Kenyon que, uma vez mais, cumpre a visão tecida originalmente com descrições tão detalhadas e profundas que, em diversos instantes, julguei sentir o calor do sol na pele e o cheiro da brisa marítima no ar.
A provocadora carga humorística é outro dos componentes fortes e apreciáveis deste enredo. Desde a naturalidade dos diálogos à narração de pensamentos e sentimentos pessoais, O Caçador de Sonhos é um livro que abrange um vasto leque de pormenores que agradará, com relativa facilidade, qualquer tipo de leitor. Mas também a força da verdade, da justiça e da paixão são valores que se perpetuam por entre estas linhas. E afinal de contas, é sempre bom presenciar o triunfo do amor, contra todas as adversidades. Assim como todos os caminhos, questões e problemas que surgem pelo meio.
A par com uma povoação extensa de divindades excêntricas e perigosas descobertas atlantes, obscurecidas por segredos puníveis e mentiras incontornáveis, este é um romance que vem dar um novo fôlego e impacto a uma série que promete ter ainda muito a oferecer. É por isso que os Predadores da Noite e Sherrilyn Kenyon continuaram e continuarão – por muito tempo – a fazer parte do meu leque obrigatório de sagas/autores a ler."

Com desejos de boas leituras, até ao próximo texto.
AS




(Lido em Novembro de 2012)

Sherrilyn Kenyon - O Lado Negro da Lua


"Susan Michaels foi a melhor repórter da cidade até ao dia em que um escândalo arruinou a sua carreira. É então que obtém uma pista numa história que pode restaurar a sua reputação. O que não esperava era ter a sua vida e cidade ameaçada por um grupo de vampiros letais prestes a dominar Seattle. Como se isso não fosse suficiente, Susan adota um gato. Mas não é um gato qualquer e sim um que se transforma num caçador de vampiros chamado Ravyn. A vida de Ravyn foi destruída séculos atrás quando confiou nas pessoas erradas. Perdeu a família, a honra e a própria vida. Agora poderá vingar-se se conseguir confiar em Susan. No mundo dos Predadores da Noite, a vida é sempre perigosa. Ainda mais agora, pois uma mulher pode despedaçar todo o mundo se contar uma história. Será Susan capaz de o fazer?"



Continuando na mesma linha dos livros da coleção "Predadores da Noite" este livro tem romance, sensualidade (ainda que menos do que em volumes anteriores), humor e uma história que poderia ser real.
A confusão que Susan tem que assimilar é bastante verosímil para alguém que, como (quase) todos nós acredita ser invenção. A vida da Ravyn e de Susan é o enredo principal, mas também se aprende muito sobre outros Predadores da Noite (como é caso de Nick ou de Cael).

Interessante, divertido, replecto de acção, com um boa pitada de romance, tem o equilibrio certo para ser uma boa leitura.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo texto.
AS


(Lido em Novembro de 2012)


Dark Side of the Moon by Sherrilyn Kenyon--Audiobook Excerpt

Nora Roberts - Herança de Fogo

"Esta é a história de Maggie Concannon. Talentosa e rebelde, Maggie é uma artista que trabalha o vidro. As suas obras de arte são mais do que apenas objectos belos, são reflexos da sua verdadeira natureza. Até que um dia, Rogan Sweeney, dono de uma das galerias mais sofisticadas de Dublin, descobre o seu trabalho. Se por um lado Rogan é um profissional e quer fazer dela uma artista conhecida e bem sucedida, por outro o seu coração atraiçoa-o pois está completamente apaixonado por aquela mulher rebelde e explosiva. Apesar de Maggie sentir o mesmo, uma relação entre ambos nunca poderá ser fácil… ou não houvesse um passado negro a assombrar o futuro..."




Sei sempre o que esperar desta autora. E não me desiludiu.
O livro é uma combinação fantástica entre paisagens arrebatadoras, dramas familiares e génios explosivos.
Nas verdes terras irlandesas, com pormenores que nos levam a viajar no espaço, entre mitos e lendas, Maggie é uma mulher de determinada e de temperamento forte, determinada a não ser outra coisa que não ela própria. O amor que dedica à irmã, as saudades do pai e o ódio à mãe moldaram-na tal como ela sopra o vidro.
Sendo um livro de Roberts, já sabia que seria um romance e Rogan traz (mais) um componente de conflito à história, e é interessante ver como o amor vai nascendo e crescendo entre  duas pessoas com feitios tão problemáticos.
Apesar de ser o primeiro da Triologia da Herança, vale a pena por si próprio.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo texto.
AS

(Lido em Novembro de 2012)

Mea culpa

Não tenho desculpas.
Mas vou tentar remediar o meu abandono a este "bebé".