quinta-feira, 4 de julho de 2013

Classificações

Após um comentário (que pediu para não ser publicado), considero que é uma boa altura esclarecer as classificações que dou aos livros que vou lendo.

Em primeiro lugar, não me considero nenhuma perita, pelo que a opinião que exprimo é apenas a de alguém que retira prazer na leitura.

Em segundo, a classificação também reflecte a realização das expectativas. Quando começo a ler um livro - principalmente de um autor que já conheço - tenho uma ideia de como será a narrativa. A maioria cumpre, alguns excedem e outros ainda falham. Só porque eu dei ** não significa que o livro seja mau. Significa que eu não gostei e/ou fiquei defraudada nas minhas expectativas.

Em terceiro, eu sei que as minhas "críticas" são pequenas e não muito interessantes. Só porque gosto de ler não significa que tenha jeito para me exprimir. Mas por outro lado, fui avisando isto logo desde o principio.

Com desejos de boas leituras,
AS

Emma Wildes - Pecados Escondidos

"Alguns segredos só podem ser partilhados atrás de portas fechadas.

Não foi a arte do engano que desconcertou Michael Hepburn, mas sim a inocência. A sua recém-esposa era confiante, bonita e, para seu espanto, absolutamente fascinante.
Julianne Sutton sempre soubera que casaria com o marquês de Longhaven, como fora acordado anos antes pelas famílias. No entanto, assumira que o marido seria Harry, o afável herdeiro ducal, e não o enigmático irmão. Quando Harry morreu de forma inesperada e Michael lhe sucedeu como o novo marquês, não foram apenas os planos de casamento de Julianne que se alteraram.
Michael combatia o inimigo implacável num jogo de espionagem e engano, mas quando descobriu que a mulher tinha os seus próprios segredos, depressa descortinou que o amor se regia por um conjunto de regras completamente diferentes…"


A conclusão da trilogia, após "Um Homem Imoral" e "Um erro Inconfessável".
Já sabia o que esperar de Emma Wildes: um livro de leitura fácil, com uma pitada de erotismo, um homem aristocrático e de difícil compreensão, uma dama, em todos os sentidos, bonita e inteligente.

Não desiludiu - também não esperava muito - mas não foi livro que eu mais gostei da autora.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo livro.
AS

(Lido em Julho de 2013) ***

terça-feira, 2 de julho de 2013

Isabel Allende - Inés da Minha Alma

"Com o realismo mágico de A Casa dos Espíritos e a sensualidade de Filha da Fortuna e Retrato a Sépia, Isabel Allende apresenta-nos Inés Suarez, uma mulher cheia de força e paixão que conquistou o Chile no século XVI e promete, agora, conquistar o coração dos leitores de todo o mundo.
“Suponho que colocarão estátuas minhas nas praças, e existirão ruas e cidades com o meu nome, tal como de Pedro de Valdivia e outros conquistadores, mas centenas de esforçadas mulheres que fundaram as aldeias, enquanto os seus homens lutavam, serão esquecidas.”
Inés Suárez é uma jovem e humilde costureira oriunda da Extremadura que embarca em direcção ao Novo Mundo para procurar o marido, extraviado com os seus sonhos de glória do outro lado do Atlântico. Anseia também por viver uma vida de aventuras, vedada às mulheres na pacata sociedade do século XVI. 
Na América, Inés não encontra o marido, mas sim uma grande paixão: Pedro de Valdivia, mestre-de-campo de Francisco Pizarro, ao lado de quem Inés enfrenta os riscos e as incertezas da conquista e fundação do reino do Chile.
Neste romance épico, a força do amor concede uma trégua à rudeza, à violência e à crueldade de um momento histórico inesquecível. Através da mão de Isabel Allende, confirma-se que a realidade pode ser tão ou mais surpreendente que a melhor ficção, e igualmente cativante."


Uma narrativa na primeira pessoa, na voz de Inés Suarez, sobre a conquista do Chile e a vida dos espanhóis no Novo Mundo.

Através das cartas que escreve à sua filha relata as suas relações amorosas com os seus dois maridos e com o conquistador/Governador da Nova Estramadura, Pedro de Valvidia, e as relações dos espanhóis com os índios do Perú e do Chile. Toda a vida da sociedade é descrita, desde as batalhas entre espanhóis e índios (especialmente com os Mapuche, até aos hábitos da população local e da conquistadora.
As personagens estão excepcionalmente bem caracterizadas, a personagem feminina é forte, bem ao estilo de Isabel Allende, uma mulher do seu tempo mas ao mesmo tempo distinta das outras. O facto de ser uma personagem real só traz mais interesse.

Apesar do desconforto sentido pela narrativa das atrocidades cometidas (o livro fala das invasões espanholas, mas as portuguesas devem ter sido semelhantes), o livro é muito interessante, um dos melhores da autora, na minha opinião.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo livro.
AS

(Lido em Julho de 2013) *****

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Daniel Glattauer - Emmi e Leo - A sétima onda

"«Pensas que não te vejo, que não te sinto. Engano. Puro engano. Quando te escrevo, seguro-te bem junto a mim.»

Emmi e Leo são os protagonistas de um amor virtual apaixonante, que passou por todo o tipo de emoções, menos a de um encontro físico. A relação, iniciada no irresistível Quando sopra o vento norte, parece ter chegado a um impasse. Leo decide partir para os EUA, renunciando a um amor impossível.
Quando regressa, longos meses depois, o encontro entre ambos concretiza-se. Mas Emmi continua casada e Leo tem em Pamela o amor estável com que sempre sonhara. 
Só que, na verdade, os dois amantes nunca estiveram mais apaixonados. Conseguirão eles, por fim, vencer o destino que parece teimar em separá-los?"

Foi uma leitura agradável, apesar de não ter a originalidade e a frescura do seu antecessor, e de ás vezes sentir que as situações andavam continuamente às voltas sem sair do sítio. Mas as relações às vezes são mesmo assim, e no case de Emmi e Leo, todas as circunstâncias, dúvidas e sentimentos contribuem para que o desenvolvimento não seja linear.
Quem gostou do primeiro vai gostar deste também.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo livro.
AS

(Lido em Junho de 2013) ***

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Bella Andre - Sedução

"Charles Gibson é um escritor de êxito, mas devido aos temas que escreve afasta as mulheres e sujeita-se a blind dates que os amigos lhe propõem. Candance Whitman, recém-chegada à literatura erótica, tem encontrado diversos obstáculos pelo caminho. Cansada de ser criticada, decide ir a uma conferência de escritores com o objectivo de aprender, onde acaba por conhecer o seu ídolo: Charles Gibson, o autor best-seller de romances eróticos. Charles propõe-lhe cinco lições para lhe ensinar as noções básicas do erotismo, criação de cenas, ou seja, conselhos muito válidos para obter bons resultados. Mas o que nenhum dos dois esperava era que as lições teóricas passassem à prática. Infelizmente, a desilusão de Candace em relação ao novo romance que está a escrever - no qual Charlie desempenha o papel principal - ameaça-lhes a possibilidade de desfrutar de um amor verdadeiro. Conseguirá ela separar a fantasia da realidade?"

Numa palavra: "Não!".
O livro acaba por só ter duas personagens, embora haja uma história dentro da história com mais duas, que são o reflexo do que se passa entre Candace e Charles.
A trama é demasiado linear, utilizando sempre uma linguagem crua, embora contextualizada, e as cenas de sexo, embora até estejam bem (d)escritas, não me atraíram.  Questiono se o problema já terá vindo do original, uma vez que a escritora já tem alguma reputação no campo da literatura erótica / sensual, ou se a tradução tem algo a ver com isto.
De positivo tem o facto de ser um livro pequeno e de fácil leitura.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo livro.
AS

(Lido em Junho de 2013) **

Isabel Allende - A Ilha debaixo do mar

"Zarité foi vendida aos 9 anos a um rico fazendeiro de Saint-Domingue. No entanto, não conheceu o esgotamento das plantações de cana nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e conhecer as misérias dos amos, os brancos. Isabel Allende dá voz a uma mulher lutadora que singrará na vida, apesar das partidas do destino. Zarité é uma heroína que, contra todas as adversidades, conseguirá abrir caminho para alcançar a liberdade."


Adorei o livro, apesar de todas as vezes que me arrepiei pela forma que os seres humanos eram tratados só porque a pele não era branca, fossem eles negros, mulatos ou indígenas.
A acção passa-se maioritariamente em Saint-Domingue (o actual Haiti) e em Nova Orleães nos finais do século XVIII e conta-nos a vida, às vezes na primeira pessoa, da escrava Zarité, conhecida como Teté.
Tal como em livros anteriores, também neste se aprende muito sobre a história do Novo Continente.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo livro.
AS

(Lido em Junho de 2013)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dan Brown - A conspiraçao

"O Presidente Zachary Herney está a lutar por uma duríssima reeleição. O seu opositor, o Senador Sedgwick Sexton, é um homem com amigos poderosos e uma missão: privatizar a NASA e reduzir as suas despesas. O Senador tem numerosos apoiantes que beneficiarão com a mudança, especialmente depois do embaraçoso episódio de 1996, em que o governo de Clinton foi informado pela NASA de que havia provas de existência de vida noutros planetas.
Lutando para sobreviver a uma série de erros que ameaçam a sua imagem política, a NASA faz uma descoberta atordoadora: um estranho meteorito enterrado no Árctico. O Presidente é informado de que o objecto encontrado vai ter implicações determinantes no programa espacial americano. Contudo, dada a reputação vacilante da agência espacial norte-americana, será a descoberta válida ou não?
Rachel Saxton, uma investigadora dos Serviços Secretos da Casa Branca, é destacada para confirmar a autenticidade do achado. Rachel tem como missão resumir relatórios complexos em notas de uma página. Neste caso o Presidente precisa dos seus dados antes da última declaração que fará ao povo americano e que será decisiva na sua reeleição.
Acompanhada por uma equipa de especialistas, incluindo o carismático oceonógrafo Michael Tolland, Rachel descobre o impensável: provas de um embuste científico, de uma cilada que ameaça mergulhar o mundo em controvérsia. Mas antes de conseguir contactar o Presidente, Rachel e Michael são vítimas de uma perseguição sem tréguas ao longo do Árctico, refugiam-se num submarino nuclear e acabam por ser aprisionados num pequeno barco na costa de New Jersey, enquanto a capital norte-americana ferve de expectativas relativamente a mais uma fraude científica e os ânimos se exaltam nas antecâmaras do poder no interior da ala esquerda."


Ainda está para vir o livro de Dan Brown que me decepcione, porque este ainda não foi o tal.
Embora haja umas embrulhadas - há sempre - e umas situações um bocado rebuscadas, o livro é interessante e custava-me parar de ler.
O enredo passa-se no Árctico e em Washington e acima de tudo mostra o poder da política, até onde podem ir os seus tentáculos e de como todos têm planos secretos e o que são capazes de fazer para atingir os seus objectivos.
A descrição de um presidente aparentemente descontraído fez-me lembrar o sr. Obama.


Com desejos de boas leituras, até ao próximo livro.
AS

(Lido em Maio de 2013)

sábado, 27 de abril de 2013

Isabel Allende - O caderno de Maya

"Sou Maya Vidal, dezanove anos, sexo feminino, solteira, sem namorado por falta de oportunidade e não por esquisitice, nascida em Berkeley, Califórnia, com passaporte americano, temporariamente refugiada numa ilha no sul do mundo. Chamaram-me Maya porque a minha Nini adora a Índia e não ocorreu outro nome aos meus pais, embora tenham tido nove meses para pensar no assunto. Em hindi, Maya significa feitiço, ilusão, sonho, o que não tem nada a ver com o meu carácter. Átila teria sido mais apropriado, pois onde ponho o pé a erva não volta a crescer."

Não sendo um dos meus livros preferidos da autora, a verdade é que foi-se lendo bem. Os saltos no tempo trazem alguma profundidade na composição da personalidade de Maya. Embora acabe por ser uma história com final feliz, não é de todo previsível.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo livro.
AS

(Lido em Abril de 2013)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Nota Roberts & J.D. Robb - Naquele Tempo



"Laine Tavish é dona de uma loja de antiguidades chamada Naquele Tempo. É uma mulher discreta e vive uma vida igualmente discreta numa pequena localidade de Maryland. Pelo menos, isso é o que toda a gente pensa. Na verdade, o seu nome é Elaine O’Hara e é filha de Big Jack O’Hara, um dos mais conhecidos bandidos do seu tempo.
E o passado de Laine acaba de a encontrar... de uma forma bem dramática. O seu tio, há muito sumido, aparece de repente na sua loja, apenas para deixar um aviso misterioso antes de ser atropelado mortalmente na rua. Pouco depois, a casa dela é revirada por assaltantes. Agora cabe a Laine e a um homem deliciosamente misterioso chamado Max Gannon, descobrir quem anda atrás dela, e porquê. A resposta está num tesouro escondido, um tesouro que vai mudar não só a vida de Laine mas também a de futuras gerações."



É interessante ver as duas partes da história: uma mais virada para o romance, com uma pontada de policial e outra policial com uma pontada de romance.
O que é certo é que tenho dois livros da J.D. Robbs (ofertas da Feira do Livro do ano passado) e nunca lhes peguei. Até fiquei com curiosidade para ler mais sobre Eve e Roarke.
Sobre a primeira parte, bem é um livro da Nora Roberts, para bem e para o mal, e está tudo dito. As fórmulas dela não variam muito.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo livro.
AS

(Lido em Abril de 2013)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

José Rodrigues dos Santos - O Códex 632


"A mensagem enigmática foi encontrada por entre os papéis que um velho historiador deixara no Rio de Janeiro antes de morrer. 
MOLOC 
NINUNDIA OMASTOOS 
Tomás Noronha, professor de História da Universidade Nova de Lisboa e perito em criptanálise e línguas antigas, foi contratado para descodificar esta estranha cifra. Mas o mistério que ela encerrava revelou-se para além da sua imaginação, lançando-o inesperadamente na pista do mais bem guardado segredo dos Descobrimentos: a verdadeira identidade e missão de Cristóvão Colombo. "





O enredo não é novo: afinal quem foi Cristovão Colombo?
A pedido da American History Foundation, Tomás de Noronha segue os passos do falecido Prof. Toscano sobre o que era  suposto serem as investigações para as comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil. Mas rapidamente Noronha se apercebe que sobre o Brasil há muito pouco e o Prof. Toscano estava a fazer uma investigação profunda sobre Colombo.
Através de imensas referências a autores, livros e documentos históricos - tantas que até cansa - Noronha consegue chegar a conclusões imprevisíveis (e por vezes um pouco forçadas) sobre a verdadeira história do navegador.
Apesar de algumas partes do livro serem pouco claras e muito repetitivas sobre a origem do descobridor da América, vale a pena pela parte histórica sobre a época dos Descobrimentos em que se baseia o livro.

Com desejos de boas leituras, até ao próximo livro.
AS


(Lido em Abril de 2013)